Martins Fontes
O livro para mim lembra um cofre encantado,
Relicário oriental do esoterismo antigo.
Supersticiosamente, ao senti-lo a meu lado,
Sob a sua atração, conjeturo, investigo!
Um livro aberto é como um anjo iluminado,
De asas espalmas e que, em êxtase, bendigo!
Quantas vezes, orando, eu lhe tenho chamado
— Meu Pai e meu Irmão, meu Mestre e meu Amigo!
O livro, belo e bom, desde a essência ao formato,
Deverá sempre dar, aos olhos como ao tato,
O prazer que produz a impressão de um primor.
Tendo-o louvado assim, ao fechar do soneto,
Peço que ele também, como aconselha Hamleto,
Seja sempre uma joia e nos fale de amor.
O livro para mim lembra um cofre encantado,
Relicário oriental do esoterismo antigo.
Supersticiosamente, ao senti-lo a meu lado,
Sob a sua atração, conjeturo, investigo!
Um livro aberto é como um anjo iluminado,
De asas espalmas e que, em êxtase, bendigo!
Quantas vezes, orando, eu lhe tenho chamado
— Meu Pai e meu Irmão, meu Mestre e meu Amigo!
O livro, belo e bom, desde a essência ao formato,
Deverá sempre dar, aos olhos como ao tato,
O prazer que produz a impressão de um primor.
Tendo-o louvado assim, ao fechar do soneto,
Peço que ele também, como aconselha Hamleto,
Seja sempre uma joia e nos fale de amor.
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