Creitom Oliveira
Sabem os Céus, enquanto eu vago, errante,
A dúvida que em mim se faz presente,
Quando a lembrança dela vem-me à mente,
E em pensamentos vejo o seu semblante.
Todo o seu ser pra mim é fascinante.
Eu a venero tanto, ardentemente…
Mas não ouso dizê-lo abertamente,
E a dúvida é cruel — dor lancinante…
Eu temo — ah, como temo, num momento,
Dizê-la o quanto sinto — pois é vero,
Perdê-la então—pois sei, não a mereço!
Consolo eu clamo a Deus, a tal tormento
— Andar pensando em quem tanto venero,
Sem ser merecedor de seu apreço!
Carangola, 16 de Janeiro de 2016
Sabem os Céus, enquanto eu vago, errante,
A dúvida que em mim se faz presente,
Quando a lembrança dela vem-me à mente,
E em pensamentos vejo o seu semblante.
Todo o seu ser pra mim é fascinante.
Eu a venero tanto, ardentemente…
Mas não ouso dizê-lo abertamente,
E a dúvida é cruel — dor lancinante…
Eu temo — ah, como temo, num momento,
Dizê-la o quanto sinto — pois é vero,
Perdê-la então—pois sei, não a mereço!
Consolo eu clamo a Deus, a tal tormento
— Andar pensando em quem tanto venero,
Sem ser merecedor de seu apreço!
Carangola, 16 de Janeiro de 2016
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